A garota da bala de anis

Sua mãe teima em achar que tem alguma coisa errada, seu pai ri das histórias que ela conta e seus amigos pensam que ela imagina demais, porém, PollyMaria é aquela garotinha sardenta e de lindos cachos dourados que senta todo dia no mesmo banco da praça e carrega em sua mochila coisas que deixam seu mundo mais fantástico e cor de rosa.
A menina adorava a praça próxima da sua casa e foi em um dia ensolarado enquanto brincava no balanço que ela conheceu um vendedor de balas de anis. Já de idade, corcunda e pedalando com certa dificuldade uma bicicleta bem estranha, o senhor carregava em sua cesta uma trouxinha de balas que ofereceu para ela.
PollyMaria aprendeu com sua mãe que jamais deveria conversar ou até mesmo aceitar qualquer coisa de pessoas estranhas, pensou em aceitar, mas acabou negando.
– Não tenha medo, menina. Minhas balas são especiais.
– Não posso, mamãe disse que não devo aceitar nada de pessoas que não conheço.
– Nem mesmo uma bala mágica?
A garota se remexeu no balanço, observou bem aquele senhor ainda sentado em sua bicicleta de rodas estranhas e depois de alguns segundos e já não agüentando de tanta curiosidade perguntou:
– Bala mágica? Isso só existe nas histórias que conto para o papai conta antes de dormir.
– Pobre garota, experimenta essa bala, ela vai te levar para dentro de sua história favorita.
– Não vai não! Papai disse que essas histórias são de mentirinha e que nada existe.
– Tudo pode existir quando você quer que exista. Veja só, vou te dar uma bala de presente, quem sabe assim você começa a acreditar que nem tudo que os adultos dizem são verdades.
Tentada pelo homem, Pollymaria esticou as mãos e pegou a bala que o senhor lhe entregava e sem saber o que fazer com ela guardou no fundo da sua mochila, se despediu depressa do correu rumo a sua casa. Quem seria ele? Será que era verdade? Mas papai me disse que histórias são somente histórias, pensava ela.
Não conseguia se concentrar no dever de casa, cada vez que olhava para a mochila jogada aos seus pés mais tentada ficava em experimentar a bala que poderia fazer suas fantasias serem de verdade.
Será que vou encontrar o dançarino viajante? Será que a menina do tênis vermelho vai dançar comigo? E o mundo será mesmo de bala de goma?

… Em algum momento a história continua !

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