Perdoar. Se encontrar. Amar

Era uma sessão de cinema qualquer. Quinta-feira chuvosa, uma amiga fofa de companheira, um copo de refrigerante e mais um filme que todo mundo dizia ser feito para mulheres e seus suspiros.
Sentei na poltrona pronta para assistir mais uma linda história de amor com final feliz. Mudei de opinião logo na primeira cena. Comer, Rezar e Amar é uma história de amor, cheias de encontros e com um final feliz, mas não é uma história de amor entre homem e mulher, é a busca por você mesma, é se apaixonar por quem você realmente é.
Incomodada me remexi muitas vezes na poltrona porque me encontrei (e muito) nos personagens, nos diálogos, nas crises, nos medos, nas buscas e nos re-encontros. Chorei muito e não foi porque estava envolvida pelos personagens, mas porque por diversas vezes me enxerguei e percebi que também era a garota frágil, machucada, medrosa, meio perdida e disposta a encontrar seu equilíbrio.
O filme terminou. Sai perturbada. Sai pensativa. E foi enquanto caminhava pela Avenida Paulista que me dei conta que tudo se resumia em uma palavra: PERDÃO.
Não precisei ir para a Itália, Índia e Bali para entender que infeliz era continuar com medo de me permitir acreditar no amor novamente e enfrentar as transformações que me esperavam. Me dei conta que perdoar a mim mesma pelo passado, pelas escolhas e pelos erros era o primeiro passo para me encontrar e encontrar pelo restante do equilíbrio que estava perdido e vagando por aí.

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