Só por enquanto

De forma discreta sorria quando via um casal apaixonado caminhando pela rua e ficava imaginando o que ele teria cochichado no ouvido da garota para ela ter ficado tão vermelha.
Gostava de ouvir as histórias de amor que as amigas estavam vivendo. Brindava os noivados, se tornava madrinha de casamentos e chorava nos nascimentos dos filhos das pessoas que amava.
Era por inteira emoção. A razão existia de um lado dela, porém, não era forte o suficiente para controlar o coração que acelerava quando o sorriso de alguém surgia na sua frente, ou quando acordava pela manhã com a sensação plena de que o sonho da madrugada tinha sido realidade.
A intensidade era o fator que alimentava os anseios daquele coração. Ela conseguia chorar e rir ao mesmo tempo. Amava e odiava em questão de minutos. Apaixonava e desapaixonava como um relâmpago.
Mesmo não parecendo ela sabia exatamente o que queria. E enquanto não conseguia continua sorrindo pela rua e ouvindo as histórias das amigas, por que, no momento para ela aquilo tudo era belo, certo e suficiente para que fosse feliz.

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