Poder ser tudo.Poder ser nada: Menos um diário!

Surpresa! Hoje escrevo em primeira pessoa. Sim, desta vez redijo algo autoral e totalmente dirigida as meia dúzia de leitores que aparecem de vez em quando por aqui. Sim, caro leitor, esse texto é para você.

E como todo texto começa por um começo, deixa logo eu falar sobre o meu. Desde criança eu amo histórias, amo livros, amo ler. Meu passeio predileto era passar as tardes na biblioteca pública da cidade onde nasci, andava pelas prateleiras abarrotadas de livros e respirava fundo para sentir o cheiro da tinta no papel misturado ao pó e bolor das edições já gastas pelo tempo. Aquelas letras me levavam para outro mundo: onde nuvem podia ser algodão doce, romances poderiam ter finais felizes e o bem sempre vencia no final.

Desde então, aprendi a inventar as minhas histórias, meus mundos, meus personagens. As crianças do bairro adoravam brincar comigo porque eu criava um contexto cheio de detalhes e figuras diferentes para brincar de escolinha, de escritório ou até mesmo com nossas bonecas. Era mais divertido quando imaginávamos que uma simples volta de bicicleta no quarteirão de casa poderia ser uma aventura em busca de um tesouro escondido embaixo da amoreira e disputado pelos inimigos da rua ao lado. De repente, vestir todo mundo com as roupas da minha mãe e irmã mais velha tornava a brincadeira com nossas panelinhas e comidinhas feitas de plantas mais colorida, mais perto do real. E assim, passávamos horas alimentando as fantasias que eu criava para todo mundo.

E desde então, tem sido assim. Sempre soube que seria (mesmo que péssima ainda bem distante) uma escritora. Tanto que escolhi por profissão a comunicação, o jornalismo, porque se tem uma coisa que eu amo nessa vida, isso definitivamente é se comunicar.

Antes de continuar quero deixar bem claro uma coisa: Sim, eu vivo num mundo totalmente real, onde não tem fantasia, príncipes encantados não existem, relacionamentos são anormais, finais nem sempre são felizes. Vivo num mundo real e luto como qualquer um para sobreviver a deliciosa loucura que ele me proporciona e tenho a plena convicção que é essa mistura de coisas, pessoas e loucuras que me motivam a escrever.

Em breve meu blog faz aniversário. Quatro anos de muitos personagens, muitas histórias inventadas, sofrimento, alegria, melancolia, dramas de vidas qualquer misturada com algumas coisas reais. Isso mesmo, meu caro leitor, não escrevo o que vivo. Nada do que você lê aqui aconteceu comigo.

Ok, posso me inspirar em algumas situações que realmente aconteceram em algum momento da minha vida, mas isso não quer dizer que de fato essas histórias e diálogos publicados aqui aconteceram de verdade. Sinto em lhe informar que são em sua maioria fruto da minha imaginação e do meu alto poder de observação.

Há quem diga que vivo fantasiando o mundo, mas não sou assim. Sou criativa demais. Do tipo que a cabeça não para nunca. Um papo de duas garotas no banco de trás do ônibus num piscar de olhos pode virar uma história. Um casal andando abraçado dividindo o guarda chuva numa tempestade no final da tarde se transforma num enredo cheio de frases e sentimentos.

Quem me dera se tivesse realmente sido a garota que aprendeu algumas coisas com um rockstar, ou fosse a garota do coração partido, a princesa do anel devolvido e tivesse falado metade dos desabafos que já criei neste espaço.Pra ter vivido tudo isso, com certeza, deveria ter o triplo da idade que tenho hoje.

Enfim, todo esse ensaio é somente para dizer que meu blog não é um diário, que não vivo o que escrevo. Sinto muito, querido leitor, se frustrei a idéia que você tinha de tudo isso aqui, mas agradeço e fico feliz se em algum momento você se encontrou em alguma história, em algum diálogo ou em algum personagem.

Não escrevo para ninguém, não quero elogios, não espero comentários. Escrevo porque amo as palavras, porque consigo extravasar a intensidade que me faz ser quem eu sou em histórias e enquanto isso me fazer feliz vou continuar escrevendo, fantasiando, imaginando e sem dúvida alguma, publicando. Afinal, que graça teria guardar tudo isso pra mim?

Por Pollyanna Mattos, a garota que um dia ainda pretende mudar a vida de algumas pessoas com as suas histórias.

 

FIM

 

 

 

 

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s