A literatura vermelhou

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Não costumo resenhar os livros da editora que atendo lá na agência, mas toda regra tem sua exceção e o Grito Vermelho entrou para as exceções.

Me interessei pela thriller logo quando vi que boa parte da história acontece em Paris da década de 60, depois tive o imenso prazer de passar alguns dias com o autor durante a divulgação do livro e por fim me apaixonei pela proposta toda.

O Grito Vermelho trabalha ( e muito bem) elementos que me hipnotizaram no inicio ao fim: ação, suspense, traições, paixões e dores. Tudo começa na Mongólia, quando doze corpos são encontrados com os crânios estourados “de dentro para fora” em uma região mística do norte do país.

Marcado por pesadelos e lembranças do passado, Louis Simon, um melancólico e depressivo policial parisiense, é o escolhido para investigar a morte brutal das 12 pessoas, entre elas, um policial francês.

Pausa, parágrafo e travessão, porque quero falar um pouco do Simon. Inigmático e cheio de
dramas, tormentos e pesadelos, é impossível no meio da leitura não ter vontade de dizer (mesmo que mentalmente): “Simon, vem cá que vou te dar um abraço”. Entre algumas coisas reveladas pelo autor em meio a história, percebe-se que o policial sofreu demais e lida com as consequências disso e com um caso de amor mal resolvido. Só isso já me fez querer abraçá-lo!

Com a ajuda de Antoní Kazarras (não confio nesse personagem!), um padre exorcista a serviço do Vaticano, começa toda uma incrivel narrativa que envolve conspirações governamentais, segredos militares, assassinos silenciosos, inimigos misteriosos e acontecimentos sobrenaturais.

Sabe aquela leitura que você devora? Foi assim com O Grito Vermelho. De maneira íncrivel, Bruno conseguiu com maestria ( coisa que só Dan Brown fez comigo ) me tirar o sono e passar a madrugada envolvida em seguir as pistas em busca das revelações de vários mistérios, o que não acontece por inteiro, já que o livro é uma trilogia e ainda, promete me tirar o sono muitas outras noites.

Mas claro que não para por aí, a mente insana de Bruno vai além das páginas do livro e propõe ao leitor seguir as pistas deixadas no livro usando a internet. Em o que considero uma “caça ao tesouro digital”, é possível encontrar perdido na web algumas respostas para os mistérios que envolvem a trama. Já aviso, é viciante!

Seja nas belas ilustrações ou em diálogos soltos, tudo, absolutamente tudo, na obra de Bruno tem algum significado “embutido” e alguma pista deixada.

Sem mais, só fica a dica: compre o livro, sente-se no sofá e deixe-se levar pelo lamento silencioso da alma.

( Ah, devo dizer que Paris fielmente retratada pelo autor é tão apaixonante quanto ao vivo! Muitas vezes me peguei durante a leitura suspirando de saudade da cidade e até sentindo o cheiro e sabor da cidade Luz).

Se você chegou até aqui, definitivamente, se interessou pelo thriller brilhante que é O Grito Vermelho, então, pare de ler esse post e corra para comprar seu exemplar nas livrarias ou pelo site da editora e da Saraiva também.

Ah, e não deixe de deixar sua opinião e pitacos sobre os mistérios do livro no site: www.ogritovermelho.com

3 thoughts on “A literatura vermelhou

  1. Pingback: O Grito Vermelho » Um romance de ficção (trilogia policial) com tema: drama psicológico, suspense sobrenatural e crime investigativo » BLOG INTENSITÀ – por Pollyana Mariah

  2. É vc desconfia do Padre? Não pensei nele dessa forma, mas não desconfiei dele não. Fiquei muito pensativa com os acontecimentos que rolaram no Brasil. Mas adorei sua resenha. Postei a minha ontem, beijinhos.

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