Sabe, rapaz.

Ei, moço. É que eu queria dizer que eu gosto da sua barba, sabe. Na verdade, eu gosto de absolutamente tudo em você: barba, cabelo, mãos e braços, pernas e abraços.

Descobri que você gosta de xadrez e isso é um problema pra mim. Tenho uma queda gigante por homens que usam xadrez.  E hoje quando você apareceu de manhã radiando lindeza naquela camisa, eu decidi arriscar.

Ainda não sei se te chamei para tomar um café porque te acho irresistível ou se essa vontade de ir adiante é genuína. Você não é do tipo de homem que eu chamaria pra tomar apenas um pint de Guinness em um pub qualquer. Não!

Acho que com você eu sentaria com milhares de canecas de chai latte e ficaria olhando pro seu rosto. Com cara de boba.  De mãos dadas e um beijo na trave. E ia querer fazer você corar com um beijo arrancado de surpresa pra confundir a sua respiração e fazer o seu coração acelerar.

Ninguém entende a minha razão, e nem eu entendo muito bem porque fico gaguejando sempre que você me dá bom dia. Acho que é porque tu és mais ou menos o tipo de moço que me faria contar pro meu pai e minha mãe que eu conheci um fulano de barba e que vou casar com ele.

Você é o tipo de garoto em quem eu colocaria um anel de biscoito no dedo e mostraria pros meus amigos. E acho que você continuaria rindo e me dizendo que a gente é velho demais pra isso tudo, e que amor igual àqueles dos livros é só quando a gente morrer. Mas você é de fazer o tempo passar rápido, porque coisas boas fazem o tempo voar.

Sabe rapaz, você é o tipo de moço que é o meu tipo. De estar aqui. De estar comigo.

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