Não importa quantos dias com ele

Desde pequena aprendeu a contar os dias.

Contava quantos dias faltavam para as férias, quantos dias faltavam para voltar às aulas. Quantos dias ficava sem comer chocolate, quanto durava a dieta e também contava quantos dias ficava com ele.

Um dia resolveu não contar.

A equação matemática que criou para eles não era exata e morreu.

Descobriu que não importava contar.

Com ele os dias não tinham nem começo, nem meio e muito menos fim.

Contar era chato demais.

Se o momento durasse um minuto, duas horas, um dia, uma semana. O que importava não era contabilizar.

Era ter o som do sorriso dele em seu ouvido, era ouvir ele lembrando a cada segundo o quanto era ela linda.

Era sentir o beijo na testa, o cafuné das horas no sofá, o quinto café compartilhado.

Era parecer boba no telefone, sorrir para o celular e ouvir músicas cafonas que falavam de amor.

Era as mãos dadas, os milhões de abraços e beijos incontáveis.

Contar pra quê?

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