Levantou poeira. Po-ei-ra!

Chegou como um vento norte num fim do dia de verão.

Daqueles que chega trazendo chuva, relâmpagos, trovões e alguma destruição.

Não que esperasse você para gente fazer um auê qualquer. Não que contasse com você correndo para os meus braços.

Nada disso!

Você chegou levantando poeira. Quebrando muralhas.

Colocou o sorriso na minha face novamente, o frio na barriga apareceu e não é que as borboletas do meu estômago ainda existem?

Seja como for.

Abalou as estruturas.

 

 

Por decreto

Ainda penso se a gente continuaria junto por muito tempo ou se nossa relação estava fadada ao fracasso.

Talvez você já não estaria ocupando meu sofá faz tempo. Talvez suas roupas já não estariam mais misturadas nas minhas e as tarde de domingos seriam como são para mim ultimamente: vazias!

Imagino se o que a gente sentia sobreviveria a distância que separou a gente por um tempo. Não quis pagar pra ver, abri mão antes.

Nossa música me acordou hoje, uma trollagem made in Spotify. Por um momento ouvi seus passos no corredor, me remexi na cama afastando os lençóis pensando se voltei para o quarto do 43B, senti até o cheio do café vindo da pequena cozinha e seus resmungos de reclamação porque estava fazendo tudo errado.

Mantive os olhos fechados por um tempo esperando pra ver se você abria a porta do quarto para deitar ao meu lado e me acordar beijando minha testa. Você não veio.

Nosso fim já estava decretado.

 

 

Vamos falar de 2015 …

O ano do retorno, prazer esse foi meu 2015.

Metade dele aconteceu na Inglaterra e o finzinho dele foi de volta ao Brasil.

Nesse ano aprendi mais sobre viver longe de casa, conheci pessoas maravilhosas que mesmo morando um oceano away from me serão parte da minha família para sempre. Aos amigos ingleses, meu obrigada por não somente em 2015 serem minha casa, por me receberem tão bem e me ensinarem muito sobre vida, fé, comunidade  e, é claro, sobre a cultura britânica que hoje faz parte de mim. Amo vocês, mais que scones e chá da tarde ❤

Aos amigos que lá ficaram, vocês fizeram meu ano! Já morro de saudades e não vou nomear todos porque foram tantos que não quero parecer injusta!

E daí vem o finzinho do ano e a volta pra casa.

Ao Brasil, obrigada por me receber com tanto calor e suor! Amo isso, #sqn! hehehe

É bom estar de volta. É bom acordar e ter a família perto, o pão francês com manteiga, os amigos apenas a um UBER de distância e o arroz e feijão de todo dia, amém.

Special Thanks para todos aqueles que me receberam de volta com tanto amor. As oportunidades de trabalho que tive já na semana que voltei. Às meninas da Lilian Comunica, minha gratidão pelos dois meses de muita risada, trabalho árduo e aprendizado!

Daí vem a Maravida, Carol Pardini, minha amiga de fé e irmã camarada! Já são, sei lá, uns 5 anos de amizade que não teve oceano que pudesse separar. OBRIGADA!

Gratidão eterna também para a ruiva mais gata do universo, Mirela Sartori e dona Naná. Meus melhores presentes de Londres! Que 2016 seja um ano juntas e que venha Jeri, né, Naná?

E quando achei que tinha acabado, vem a proposta de abrir a agência. Que ano, meus amigos, que ano!

Mas nada, absolutamente NADA em 2015 aconteceria sem eles: minha família. Somos unidos, sim. Brigamos muito também. Mas o amor no fim vence e nossas diferenças são pequenas quando vivemos em um relacionamento sério!

Aos meus pais, não conseguiria colocar em palavras. Perdão e OBRIGADA!

As minhas irmãs: GRATIDÃO! Pq né, ninguém pode com as filhas de Maria ❤

Aos amores que não tive, encontro vocês no ano que vem. Os que tive, sei lá, valeu?

Então é isso, né! Que venha 2016!

O ano de duas palavras: RETORNO e GRATIDÃO!

Ah, mas antes de dizer adeus para 2015, um dançadinha básica do hit abaixo (and Let´s go the beach, each!)

 

Mantenha-se calado

Não precisa dizer nada, eu já exatamente o que vai me dizer.

Sei que vai dizer que a culpa é sua, que sua covardia se fez mais forte mais uma vez.

Não quero ouvir o que tem para dizer.

Prefiro guardar o som da sua voz me dizendo o quanto estava linda naquela primeira noite que nos vimos.

Quero manter na memória aquela vez que você provou que me conhecia tão bem quando ao voltar do banheiro já tinha feito meu pedido, pq sabia exatamente o que eu iria escolher e nem esqueceu o molho extra.

Não, não diga nada!

Deixe eu ficar aqui sentada no sofá encarando o dia cinza lá fora enquanto imagino como poderíamos ganhar o mundo juntos. Como nossos planos se encaixam tão perfeitamente e como a gente junto funciona.

Me deixa bebericar mais uma caneca de café fumegante sentindo a dor da língua queimada enquanto meus dedos trêmulos lutam para enxugar as lágrimas.

Saber o que está para acontecer lateja mais.

Dói menos apenas imaginar o som da sua voz dizendo que tudo foi um grande erro.

Mantenha-se calado e não deixe me ir.

 

 

Não toque a campainha

Feche a porta antes de entrar, mas não tranque com a chave.

Não precisa ser na ponta dos pés.

Entre invadindo tudo.

Faça barulho na cozinha enquanto pega as canecas para o café.

Deixe a água do chuveiro correr por mais tempo que necessário.

Derrube a toalha molhada em cima da cama.

Invada meu guarda-roupa.

Misture seus pares de meias a minha lingerie.

Jogue suas pernas nas minhas no sofá e roube o controle remoto.

Ocupe mais que a metade da cama e me abrace antes de dormir.

Me acorde com o cheiro de panquecas e o barulho da louça na mesa.

Vem que a casa agora tua. Entre, fique à vontade!