Snapvlog: Tinder dá pé?

aprimoramos

Um dia brinquei de Giro no Tinder no meu snapchat e choveu de mensagens: volta, volta volta!

Era para ser uma brincadeira que já faço com as amigas! Daí estendi para a rede do fantasminha um dia que tava à toa e pensei: poxa, já falo e faço tanta tosquisse no meu snap, pq não contar histórias que coleciono? Afinal, dou um pouco de diversão aos exalamos apenas 20 e poucos seguidores.

Porque, meus queridos, histórias é o que não faltam. Então, o giro do Tinder virou um lance semanal. Toda quinta, em um horário qualquer! E agora chama: Tinder da pé?

Uma brincadeira com bicho do pé! Mentira!

Ah, e para quem não sabe estou preparando meu canal de sobrevivência aos 30 no Youtube. E, ÓBVIO, que o Tinder da pé? vai migrar para lá em breve. SO SO SOON!

Então, meu stand up da vida real acontece no fantasminha semanalmente e se não me segue ainda, me procure: pollymariah.

(já posso avisar que de lá não sai nada de útil que não seja chororô, dancinha, palhaçada e alguma coisa boa!).

Amor em tempos de Instagram (Love in instagram times)

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Se há uma coisa que eu aprendi sobre o amor no Instagram é que tudo é lindo e fácil quando se ama.

Vejo fotos onde parece que algum fotógrafo profissional tem documentado tudo sobre um casal e eles aparecem incríveis  no casamento de um amigo ou completamente felizes em um noite tranquila de verão na praia.

Foto após foto, cada momento é  VSCOcam  perfeito. No instagram o amor é revelado por:

Estar sempre  sorrindo.

Estar sempre de bom humor.

Estar cheio de datas e aventuras românticas, ah e é claro, acompanhado sempre de uma deliciosa  refeição feita pra dois.

O amor é impecável.

O amor é constante.

O amor aparece sempre bem vestido, sempre altruísta. A mistura perfeita de bobo e irremediavelmente sério.

E para mim, isso é talvez a metade do que é o amor realmente é.

A outra parte do amor, o que você não vai encontrar no Instagram, consiste de frustrações, inseguranças, desacordos momentos difíceis, irritação, fadiga e conversas difíceis. Entre outras coisas.

Sim, o amor é lindo. Mas o amor também é composto de duas pessoas imperfeitas a fim de ter um relacionamento saudável e genuíno. E deixe-me dizer-lhe, eles não são exatamente aquilo que querem mostrar ao mundo.

É por isso que eu penso ser perigoso julgar a qualidade de nossos relacionamentos com base em uma versão editada do que outros escolhem para apresentar para nós.

Sim, muitas das imagens que vemos no Instagram retratam sim um amor de verdade, acho apenas que estamos perdendo a história completa. Aquela parte que não vem com hashtag, filtro e edição, aquela parte que muitas vezes temos medo de mostrar as outras pessoas.

Sinceramente eu acredito que quando você opta por também compartilhar momentos não tão bonitos de um relacionamento podemos ajudar os outros a obter uma melhor compreensão do que significa amar alguém de verdade. É uma maneira honesta e humilde de demonstrar nossas próprias lutas.

Eu não estou dizendo que devemos começar a postar imagens dos “bad moments” – e eu nem sei como se poderia fazer sobre isso – mas quando percebemos que o amor, mesmo aquele lindo, florido, saudável e bom –  tem seus desafios podemos nos tornar livres da ideia de que as nossos relacionamentos tem de ser a imagem perfeita de um filme hollywoodiano.

Podemos deixar de lado a expectativa de que o amor deveria ser idílico o tempo todo e tornar a coisa mais real.

IF THERE’S ONE THING I HAVE LEARNED ABOUT LOVE FROM INSTAGRAM, IT IS THAT LOVE IS EASY.

We’ve all seen those images, right? The ones where it seems like some professional iPhone photographer has followed this couple around, documenting that time they both looked awesome at a friend’s wedding or had the perfect quiet evening together or gave each other happy piggybacks in a summer field. It seems as though their whole relationship is one perfect VSCOcam moment after another.

Love is always smiling.

Love is always in a good mood.

Love is full of romantic dates and romantic adventures and above views of the romantic dinner you ate together.

Love is flawless.

Love is constant.

Love is always affirming, always dresses well, always puts the other first, always the perfect mixture of silly and hopelessly serious.

In my experience, this is maybe half of what love is.

The other part of love, the one you won’t find in your Instagram feed, consists of frustrations, insecurities, disagreements, awkward moments, exasperation, fatigue, and hard conversations, among other things.

Yes, love is blissful. But love is also made up of those things two imperfect people face in order to have a healthy and genuine relationship. And let me tell you, they are not the first things you want to show the world.

This is why it is so dangerous to judge the quality of our relationships and love lives based on an edited version of what others choose to present to us.

I’m not saying that the pictures we see of happy couples are not portraying real love and truth, but we are missing the full story (or the big picture, if we want to go full-on pun here).

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This other part of love, this part we don’t hashtag, filter or edit, is a part we should not be afraid to show other people.

In fact, I think being honest about the not-so-pretty moments of our relationships helps others gain a better understanding of what it means to love someone well despite not having it all together all the time, in addition to keeping ourselves honest about our own struggles.

I’m not saying we should start posting images of these types of moments (and I don’t know how one would do that anyhow), but when we realize that love, even healthy and good love, has its struggles, we can let go of this idea that our relationships have to be picture-perfect in order to be good. We can stop feeling less adequate than those laughing couples on our feeds because we know they too work through difficult things to get where they are. We can cut ourselves some slack on our own journeys and stop freaking out when not every moment of our relationship would earn 103 “likes.” We can let go of the expectation that love is supposed to be idyllic all the time.

Because despite what Instagram may portray, love is not idyllic all the time. But that does not make it any less the real thing.

A expressão mais perfeita do pensamento

Ele
“Deus é tão fiel às ironias que trouxe seu avô para ela por alguns segundos”.

O barulho da sineta da porta chamou atenção dela que reparou no velho senhor de cabelos brancos e em espessas sombracelhas acinzentadas. Ele estava fechando o guarda chuva apressadamente enquanto segurava o jornal amassado embaixo do braço.

Entrou trazendo contigo o ar frio das ruas de Londres e rapidamente pediu seu café. Em seu inglês britânico pediu açúcar e leite e olhou para ela, sentada solitariamente na poltrona desgastada lendo seu livro e observando as pessoas. (more…)

Amores (im) possíveis

Mais de cem horas. Cada segundo, cada momento, cada pensamento compartilhado. Tantas risadas. Tantas conversas. Tanta cumplicidade. Aqueles 15 minutos no cenário perfeito, com 200 mil volts de energia acumulada, presa entre nós, em que nenhuma palavra pôde ser dita. E nenhuma atitude pôde ser tomada. Aqueles minutos em que nossos corações bateram acelerados, em que não nos olhamos nos olhos, em que não tecemos comentários sobre nada. Enquanto o vento gelado apenas atiçava o fogo que queimava em nossos corações, lutamos para manter a pouca consciência que nos restava.

E o tempo passou. E é de você que eu vivo hoje. Minha vida mudou. Absolutamente tudo está diferente. Beijos, abraços, mistério. Brigas, lágrimas, medos, insegurança. Mentiras, fugas, álibis. Ele é meu segredo e tomou conta de mim. E nem eu sei mais se amar é tão impossível assim.

Na estante

Ocupava o lugar de honra da casa, era na parede central que guardava livros, troféus, enfeites e bugigangas. Mas não colecionava somente isso, em suas prateleiras de madeira maciça costuma guardar também o resumo de suas paixões.

Foi em uma madrugada fria e chuvosa que sentou no sofá e começou a analisar aquela estante e parou exatamente na prateleira onde imaginariamente guardava seus amores. Quanta história tinha guardado ali, de repente sentiu saudades dos personagens e dos quais não se cansava de recordar a felicidade extraordinária que proporcionaram quando passaram por sua vida. Lembrou de como temia o final de cada história, mas não se deixava abater, afinal, o fim é sempre inevitável.

Continuou remexendo seu baú de lembranças pensando nas histórias que descartou nas primeiras folhas: ora por serem ininteligíveis na época, ora por carregarem uma prepotência insustentável. Um sorriso meio torto apareceu em seus lábios ao trazer à tona algumas das mulheres que guardavam ali, como troféu de suas tolas conquistas.

Recordou também as histórias curtas, magras, fáceis de ler. Poucas foram as sedimentadas dentro dele, tantos amores-aventuras que poderia mensurar, sem mais nem menos, sem remédio, sem desculpa, não se arrependia de nenhum deles.

Um barulho o fez despertar e voltar seu pensamento para o presente. Levantou do sofá certo de que amores a gente inventa, imperfeitos vão e vem e já tinha vestido sua armadura para continuar colecionando cada um deles.