Date me

I pull the blanket in the middle of the night and I didn’t get up to close the window and I always leave you cold and I don’t care. I just turn to side and double my legs on top of his left leg and immobilize you as I don’t want to leave you leave. And when you move under the blanket I speak in a whisper: we can fit in the same space and that the laws of physics are wrong when they ignore hugs.

I usually cry for anything and you know that you might not know will comfort me because it is not so good in the words, no worries, I know about this. And do not be angry if I ever tell you that I just want to wrap myself in a blanket and keep me alone, you have nothing to do with it.

Just know that I have a mole on his left thigh in the shape of heart that I always hide with my skirts, I wear red,yellow,orange trousers, because they is my favorite color.

I never stop and I’m always trying to photograph every step I take as my register my story, as if my eyes are interchangeable lenses that take turns to put together an album of my memory.

I just want to find someone that tell me everything that has ever lived a day. I accept unpredictable scenes,cuddle,kiss on the forehead and I promise that I will not pull the blanket.

I just hope for a beautiful cliché of a Saturday night, to be able to exchange the streets by the room, the popcorn, the pajamas and you playing with my hair and kissing my forehead .

I’m the kind of girl you can talk about everything . With me you can sit with your coffee mug and just stare at my face and when I tell you I love you and I can be wrong often and but when I’ll try to whisper in his ear something, spell some feelings, writing in prose or poetry what you mean to me, please, you can drop your smile and say everything that you keep inside you.

Actually, I could play a few songs clichés and ask you for dating me in a sunny afternoon in the park. But first I need to learn the guitar because I still don’t know. But I know something about love song and about you.

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Eu puxo a coberta no meio da noite e não levanto pra fechar a janela, sempre te deixo com frio e nem ligo, apenas viro para lado e dobro as minhas pernas em cima da sua perna esquerda e te imobilizo como se não eu quisesse te deixar sair dali. E quando você se mexe debaixo do cobertor eu falo baixinho, num sussurro, que nós cabemos no mesmo espaço e que as leis da física se enganam quando desconsideram abraços.

Eu costumo chorar por qualquer coisa e sei que talvez você não vai saber me consolar porque nem é tão bom assim nas palavras e não fique bravo se um dia eu te dizer que quero apenas me enrolar num edredom e ficar sozinha, você não tem nada a ver com isso.

Apenas saiba que tenho uma pinta na coxa esquerda em forma de coração que sempre escondo com as minhas saia e que visto calças verdes, vermelhas, amarelas e laranjas, minha cor preferida.

Eu nunca paro e estou sempre tentando fotografar cada passo que dou como se o meu registro contasse minha história, como se os meu olhos fossem lentes intercambiáveis que se revezam para montar um álbum da minha memória.

Eu só quero me achar em alguém e falar tudo o que já vivi um dia. Eu aceito cenas imprevisíveis, doçura, cafuné, beijo na testa e promessas de que eu não vou mais puxar o cobertor.

Eu só espero por um clichê bonito de um sábado à noite, de poder trocar as ruas pela sala, pela pipoca, pelo pijamas e por você brincando com o meu cabelo e beijando minha testa.

Eu sou o tipo de garota que você pode conversar sobre tudo. Comigo você pode sentar com sua caneca de café e apenas ficar olhando pro meu rosto e quando eu te disser que te amo e que vou errar muitas vezes e  tentar sussurar no seu ouvido alguma coisa, soletrar alguns sentimentos, escrever em forma de prosa ou poesia o que você significa para mim, por favor, você pode soltar esse seu sorriso frouxo e dizer tudo o que você guarda.

Na verdade, eu poderia tocar algumas canções clichês e pedir você em namoro numa tarde ensolarada no parque.  Mas, primeiro eu preciso aprender a tocar violão, porque eu ainda não sei. Mas, eu sei alguma coisa sobre música de amor e sobre você.

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O homem que podia tratar o coração dela

É apenas o moço que a encontre num dia ensolarado, nublado, chuvoso, com névoa e não  diga que ela está bonita, porque ela sabe que não está. É o garoto que acerte a cor dos olhos dela numa brincadeira qualquer.

É aquele que pode estar na fila do pão, ser amigo de algum amigo, ou a gerente do banco, ou a colega de faculdade, aquele que seja as aspas, as reticências, o parágrafo, o travessão. Que seja tudo, mas que não seja nada.

O moço que não diz que ela está linda e magra na TPM, porque ela sabe que ele mentiu. Ela está sempre gorda, um pouco feia, chorosa e raivosa. Aquele que garanta a ela muitos tantos, beijos, toques, olhares, filmes de fim de tarde, cheiros de perfume novo, dias de dormir de conchinha, minutos de ligações intermináveis.

O rapaz que dorme e briga com ela. Aquele homem de barba ruiva que ela tem orgulho de mostrar pro mundo, porque ele a coloca para cima,  fala umas verdades, faz pensar na vida, faz se sentir uma pessoa melhor. O garoto que traz café na cama, dá um beijo de surpresa, vê ela sem maquiagem e enxerga muito, mas muito, além do que se vê.

O menino que ela queira como pai dos seus filhos e que todos eles tenham os olhos, a boca e o nariz dele. O tipo de cara que sabe sair da rotina e se encante com algumas aventuras de vez em quando.

Ele não tem nome, não tem idade, não tem país de origem. Ele não existe mais.

Sabe, rapaz.

Ei, moço. É que eu queria dizer que eu gosto da sua barba, sabe. Na verdade, eu gosto de absolutamente tudo em você: barba, cabelo, mãos e braços, pernas e abraços.

Descobri que você gosta de xadrez e isso é um problema pra mim. Tenho uma queda gigante por homens que usam xadrez.  E hoje quando você apareceu de manhã radiando lindeza naquela camisa, eu decidi arriscar.

Ainda não sei se te chamei para tomar um café porque te acho irresistível ou se essa vontade de ir adiante é genuína. Você não é do tipo de homem que eu chamaria pra tomar apenas um pint de Guinness em um pub qualquer. Não!

Acho que com você eu sentaria com milhares de canecas de chai latte e ficaria olhando pro seu rosto. Com cara de boba.  De mãos dadas e um beijo na trave. E ia querer fazer você corar com um beijo arrancado de surpresa pra confundir a sua respiração e fazer o seu coração acelerar.

Ninguém entende a minha razão, e nem eu entendo muito bem porque fico gaguejando sempre que você me dá bom dia. Acho que é porque tu és mais ou menos o tipo de moço que me faria contar pro meu pai e minha mãe que eu conheci um fulano de barba e que vou casar com ele.

Você é o tipo de garoto em quem eu colocaria um anel de biscoito no dedo e mostraria pros meus amigos. E acho que você continuaria rindo e me dizendo que a gente é velho demais pra isso tudo, e que amor igual àqueles dos livros é só quando a gente morrer. Mas você é de fazer o tempo passar rápido, porque coisas boas fazem o tempo voar.

Sabe rapaz, você é o tipo de moço que é o meu tipo. De estar aqui. De estar comigo.

Dois prá la e dois pra cá

Sabe como gosto do café forte e quente. Sabe que fui eu que tomei a iniciativa.

Sabe que fui eu escrevi antes, liguei primeiro só para ter a voz dele só para mim.

Ele sabe que ignorei todos meus os machucados que meu ex deixou em mim.

Ele entendeu meu silêncio e fui eu que disse sim.

Ele sabe o que foi ruim, o que foi bom. Ele sabe que foi para ele que escrevi coisas lindas, ele sabe que eu sei que ele não entendeu um terço do sentimento que tentei colocar em tudo o que escrevi. Ele sabe que fui ousada demais.

Ele sabe que amo o Corinthians, que tenho medo de barata e que odeio o trânsito de São Paulo. Sabe que minha banda favorita é o Beatles, que já bati o carro duas vezes, que odeio chuva e que amo sorvete de morango.

Ele sabia que deveria ter me comprado flores e segurado minha mão. Que deveria ter me dados todas suas horas livres e me chamado para todas as festas porque era com ele que eu queria dançar.

O nome dele é Pedrol. Ele sabe tudo sobre mim.

Sabe até  que agora é tarde demais.

Oito meses

Você acredita que já fazem oito meses desde que nós nos vimos pela última vez? E tudo tem sido estranho desde então.

Agora você é como um desconhecido para mim, mas sabe, faz mais de 240 dias que não sei muito sobre você, mas ainda tem dias que sinto tanta saudade do que fomos que chega a doer.

Tem dias que acordo procurando você e seus pés entre os lençóis e me pego dizendo bom dia para as paredes. Porque você não está mais com seus braços envolvendo minha barriga e com seu nariz cheirando meus cabelos. Oito meses e ainda não me acostumei a dormir sozinha.

Sinto falta de você, às vezes. Falta do café que você me trazia em todas as madrugadas que passava trabalhando e das vezes que você desajeitadamente tentava me agradar fazendo o jantar. Lembra-se do dia que você conseguiu no mesmo dia quebrar meu copo predileto, queimar o arroz e esquecer a torta no forno? Estava tão brava com você que nem liguei quando você acabou pedindo pizza e no fim acabamos a noite rindo sentados no meu puff contando as luzes dos vizinhos que iam se apagando aos pouco nos dizendo boa noite.

Daí no dia seguinte você me acordou com panquecas e eu até hoje não acredito que foi você que fez, porque a cozinha esta tão impecavelmente limpa e você estava tão lindo recém-saído do banho com seus olhos azuis e os cabelos molhados me dizendo para não levantar da cama que você tinha uma surpresa para mim. Aquele dia eu desejei ter você do meu lado o resto da minha vida, você, seus olhos e a receita das suas panquecas.

Depois vesti sua camiseta dos Beatles e o seu chapéu e passamos o dia andando pelo centro de São Paulo, você achando graça do meu estilo londrino demais e eu brigando com você o tempo todo porque você insistia em carregar o violão. Mas daí, quando sentamos no banquinho do Anhangabaú e você cantou aquela música ridícula e fofa brincando com a cor dos meus cabelos vermelhos, eu fiquei feliz porque você o trouxe com você e deixou o fim da tarde perfeito. Porque meus dias com você começavam lindos e terminavam perfeitos.

Eu te amava, sabe. Tanto que nem sei colocar no papel. Era um amor bobo, às vezes meio infantil, que me deixava feito tola e com umas crises de ciúmes tão babacas. Eu aguentava tudo por você, suas manias, seus medos e seus vícios.

O dia que passei sentada ao seu lado naquele hospital, implorando para você acordar e dizer meu nome entre seu sorriso torto e o sotaque gaucho foi um dos piores dias da minha vida. Eu estava desesperada achando que nunca mais ouviria sua voz, mas você acordou, e me chamou.  Naquele momento o mundo voltou a girar ao contrário.

Nossa vida juntos era maluca. Meio doida, meio cheia de amor. Mas não foi o suficiente. Eu te amava tanto que me dei conta que no meio do caminho esqueci-me de me amar primeiro. Era tão bom quando juntos ficávamos em silencio sentados no seu sofá num domingo à tarde, você tragava seu cigarro enquanto compunha alguma canção e eu ainda vestindo suas roupas lia o jornal. Aí, você me dizia: Guria, você me dá paz.

Trouxe para sua vida meu sorriso, minhas sardas, meus cabelos vermelhos e um pouco de paz. Dei-te todo o amor que poderia dar, cuidei do teu coração como quem cuida de um jardim, mas nem todos os beijos que trocamos, todos os bilhetes pregados no espelho do meu banheiro. Nem todos os abraços no meio da madrugada, as pernas entrelaçadas enquanto dormíamos, os sussurros ao amanhecer foram suficientes para me prender a você para sempre.

Ouvi seu novo álbum e a canção que fez pra mim, e sabe, sei que toda essa saudade que lateja dentro de mim vai passar, um dia.

Desistir de você foi dilacerante, cada poro do meu corpo implorava para continuar grudados aos seus, mas nosso amor era insano demais para durar uma vida toda.